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sábado, 29 de agosto de 2009

Vocábulo Fálico

Sentei em um lugar qualquer
aquele ônibus à andar e andar
eis então que vi à minha frente aquilo
por breves momentos tentei ignorar
o que outro qualquer rabiscou no banco à frente
na minha frente, havia rabiscado um desenho
e uma palavra auto-explicativa logo ao lado
em letras garrafais quase que berrantes
a palavra e o desenho que não saiam da minha frente por toda a viagem
na minha frente, havia um piru
quem colocou aquele piru ali
quis que eu o encarasse durante toda a viagem
tentei evitar, virar a cara
esconder o piru com a mão
mas nada adiantava
aquele vocábulo e desenho fálicos a me encarar
aquele piru não era meu, mas o dono queria compartilhar com todos os passageiros
em outros acentos à outros paus, vaginas, bundas, culhões
e todos de certa forma, viajam encarando essas coisas que todos tem
mas todos tem escrúpulo ao encarar
ou simplesmente ajudam a complementar a arte ali postada

saio do ônibus após uma hora e meia
esse tempo todo encarando aquele desenho gigantesco
e aquela palavra "PIRU" na minha mente ainda
fiquei encarando um piru alheio por uma hora e meia
dou um sorrisinho secreto e penso: "ninguém sabe"
e todos os passageiros vão pra casa
cada um guardando o mesmo segredo
estampando o mesmo sorrisinho



* Pensamentos soltos sobre o fato de sermos obrigados a ver a "arte" alheia dentro do ônibus. Guarde seus paus e xoxotas para vocês mesmos. Grato.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um dia legal


Bom, durmi feito pedra. Se colocasse uma pedra ali do meu lado, só daria pra perceber a diferença pelo ronco. Tudo por conta da minha peripécia farmaucética de ontem (ler post abaixo). Mas até que acordei bem, acho que deu certo a merda que fiz. Ontem eu não conseguia nem raciocinar, meu cérebro só recebia e enviava a mesma informação: catarro, catarro, catarro...
Enfim, levantei, tomei café, sabendo que meus dias estavam contados, afinal eu iria para A DENTISTA [/música de filme de horror, com berros ao fundo
Saí de casa para pegar um trem. No caminho da estação percebo que esqueci algo vital, básico, mas vital. Não passei desodorante. Foda-se. Jesus, abençoa meu suvaco, porque eu num pretendo voltar pra casa não. Chegando na estação, me deparo com o cabelo mais ridículo do mundo. Sério. Era um moicano.... mas era seco atrás, e na frente, era com gel, os lados dos moicanos eram penteado com boi-lambeu, com gel também, e a "fronteira" entra a parte da frente e de trás do cabelo, era penteado sem gel. Quem cortou? Um cabelereiro modernista-abstrato? A bicha da esquina que tá com catarata?
Enfim, entrei no trem lotado de pessoas quais Jesus NÃO abençoou o suvaco, durmiam, fingiam que iam e/ou realmente iam trabalhar. Fiquei na mesmice colossal até a estação da Central.
Chegando no Central, uma situação meio que incômoda. Eu sai do trem e comecei a andar. Ok, saí pelo lado errado, voltei e saí pelo outro. Parecia o livro do Êxodo, muita gente junta, andando num caminho estreito, na mesma direção. Tudo bem, funciona de uma maneira bem simples: ande. E eu tava fazendo isso, quando começo a sentir um leve empurrão atrás de mim. Tudo bem, muita gente, acontece esses esbarrões. Mais empurrõezinhos... nada que fosse pra me derrubar ou me machucar, mas algo que tenta dizer "anda!". Olhei para trás, era uma velhinha (por que não me surpreendo?). A vontade que eu tinha era de mandar ela passar na minha frente, e vir empurrando atrás, pra ela aprender a parar de fazer velhice u.u
Me encontrei com meu pai e fomos até A DENTISTA. Chegamos com uma hora de antecedência. Ficamos ali conversando, quando chega uma mulher e senta no banco à frente. Meu pai digita no celular a seguinte mensagem pra eu ler: "Essa mulher tá com piolho". A mulher num parava de coçar a cabeça >.<
Cheguei no consultório, e coloquei umas borrachinhas nos dentes, pois vou colocar aparelho. "Posso comer de tudo?". DENTISTA: "Poder, pode... o negócio é você aguentar."
Não entedi muito bem, tava tão tranquilo aquela borracha. Saí, lanchei com meu pai. Voltando pra casa, vejo do ônibus o cabelo mais ridículo do mundo, perdendo só para o do começo do post. Era um cara com cabelo duro, cheio de gel, cabelo todo pra cima....mas com uma franjinha de garota. Não franja estilo emo, é uma franja toda fininha e reta, estilo cortina-de-testa. Quem cortou foi a amiga da bichinha do outro corte u.u
Voltei pra casa, passei o dia fazendo nada. À noite, a borracha começou a apertar demais... demais... muito...
Ok, num tô conseguindo mastigar direito. Chega minha vó: "vou fritar um peixe pro jantar". Eu: "vó... num tô conseguindo mastigar". Vó: "então eu faço um ovo"
¬¬
Estou aqui digitando sobre essas coisas, sentindo uma dor horrorosa nos dentes e pensando em como conseguirei dormir com isso. Espero não ter de repetir o coquetel de ontem u.u

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Um parênteses antes de prosseguirmos

( )
Brinks, não é isso não.
Devo uma explicação aos leitores do blog.
Às quinta-feiras eu estarei um escolhendo uma pessoa em especial, para que possa postar aqui no blog durante o dia todo. Logo, o post de ontem não era meu, e sim um post do yuki (que é pseudônimo do Mike, que também é um pseudônimo). E foi um post dedicado a mim, logo, acredito que boa parte das pessoas que leram, não entenderam bulhufas. Mas teremos outros convidados, postando coisas que vocês entendam ou não. Então, lembrem-se: às quintas, ocorre a sessão "mi bloguito su bloguito", e eu num postarei nada durante esse dia.
Grato pela compreensão, e volte sempre.
P.S: Uma propoganda rapidinha. Um dia desses fui clicando em "próximo blog", "próximo blog", "próximo blog", "próximo blog"... Até que cheguei no blog do Guilherme, que achei bastante interessante. Deem uma checada, realmente vale a pena
http://coisassemnocaoquesoeuentendo.blogspot.com/

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Por onde anda Teco?

Estou eu voltando para casa, com águas de março (em abril) caindo de forma torrencial. Quando me deparo com um cartaz. Rapidamente ignoro, e continuo a andar. Me deparei com mais um, e mais outro, e mais outro. Acho que espalharam pelas ruas daqui de perto de onde eu moro de forma desesperada. Como eu sou um cara que está sensibilizado com a situação e não quero mais ver esses cartazes por aí, vou utilizar deste blog como um meio de divulgação.
No cartaz, dizia algo como "Procura-se Teco". Teco é um cachorro fofinho que o dono está muito desesperado atrás dele. Dias e noites sem dormir, a polícia de todo o Rio de Janeiro (le-se: segurança do mercadinho dali da esquina) está à caça desse singelo animal.
Veja gente, para poderem ajudar:


Não é uma coisa simpática?
Gente, é sério, ajuda!

domingo, 22 de março de 2009

Minha adorada vizinha esquisofrênica-psicótica-piromaníaca


Nessa semana que se passou agora, aconteceu algo tanto quanto inusitado. Minha vizinha, Marina, de uns tempos pra cá, vem reclamando que outros vizinhos, quase que num complô, estavam utilizando o encanamento para roubar sua água. Ela chegou até mesmo a falar que a vizinha do outro lado da rua passa uma borracha por baixo da terra, para que chegue na casa dela e surrupie um pouco de sua água. Acontece que certa manhã, ela acordou reclamando para quem quisesse ouvir, que não conseguia durmir porque o barulho que as vizinhas faziam para roubar sua água era insuportável, e elas iam pagar caro por isso.
Horas se passaram, uma estranha traquilidade pairava no ar. Então, surge Marina com uma escada na mão, sobe no telhado, taca um objeto (que não sei dizer o q era) com muito querosene e pegando fogo na casa da vizinha. E não foi só um objeto, foram vários. A vizinha (da casa em chamas) aparece completamente aturdida com a situação e olha por alguns instantes a inusitada cena completamente embasbacada. Eis que Marina, como um herói das lendas antigas, enche o peito, e grita lá de cima:
- Agora pegue a água que você roubou de mim e apague isso!
A suposta ladra-de-água-de-vizinha então pega uma máquina fotográfica (dessas bem arcaicas, que voce tira foto, e gira um negocinho em cima) e diz que vai tirar uma foto para dar para a polícia. Marina ajeita seus loucos cabelos com seus loucos dedos e faz uma pose maluca (quase que uma cocota-life-style, mas não entraremos em detalhes):
- Pode tirar, eles me amam!
Passou alguns dias, a polícia volta com uma intimação, porém ela não estava em casa. Então eles deixaram a advertência na janela dela. Quando Marina chega, ela rasga o papel com uma risada translouca e diz que essa guerra ainda não acabou. Que Deus proteja as vizinhas.